Oi. Como vão? Vou direto ao assunto e espero não ser muito extensa, como tenho sido nas ultimas postagens. Hoje no trabalho presenciei um momento revoltante. Todos os dias eles gostam de comentar os acontecimentos do dia e dizer suas opiniões e verdades absolutas. Estou até agora decepcionada comigo mesma por ter me mantido calada e engolido a seco o que tinha a dizer. A bola da vez era a polêmica do delegado Pedro Paulo Pontes Pinho, da 9ª DP no Catete, aqui no Rio de Janeiro. O individuo foi afastado do cargo pela delegada Martha Rocha ao comentar fazer o seguinte comentário no twitter: “Tenho 14 mulheres no meu efetivo, mas apenas uma, uma apenas, reúne talento, coragem e disposição para encarar a atividade policial. Se inscrevem num concurso policial como se fosse uma vaga num escritório". Eu, só fiquei sabendo desse ocorrido graças ao tititi aqui no trabalho. Confesso que não sou muito antenada nesses assuntos. E isso é um erro terrível.
Conheço a delegada Martha Rocha apenas de ouvir falar, mas já estou aplaudindo a decisão dela. Todavia, a queridíssima e imparcial G1 publicou essa matéria agora com o pobre coitado do delegado dando sua versão dos fatos. Mas que versão? Segundo ele, manipularam as informações para prejudicá-lo. Ora, mas o twitter era dele, a publicação foi ele quem fez. Apenas printaram o que estava escrito. Onde está a manipulação? Em sua nota, ele se defende com o seguinte “Eu não tenho nenhum tipo de preconceito. Jamais desrespeitaria qualquer pessoa, seja ela mulher, travesti ou homem. Nos meus comentários, me referi às pessoas em geral. Não faço nenhuma distinção de gênero”. Moço, além de machista, você é bem mentiroso. Todo mundo tem preconceito. TODO MUNDO! Qualquer um que pensar bem vai descobrir que já generalizou ou discriminou alguém ou alguma coisa.
Queria dar uma explicação, não só pra o coitadinho ingênuo do delegado
Então, querido e respeitável senhor delegado, se sua intensão realmente não era discriminar, que tivesse dito "Tenho 14 PESSOAS" e não "Tenho 14 MULHERES". Sabe-se lá quantas pessoas, com esse tipo de comentário não disseram "Ah, sabia, tinha que ser mulher!" ou então "Lugar de mulher não é na polícia" e tantos outros, como eu mesma ouvi aqui! Tem gente que ainda vem com o clássico discurso: Não é preconceito, mas tem muita mulher que..." e depois consertavam "Não, mas tem muito homem que também é assim. Direitos iguais". Queridos, decidam! Porque se for igual, não existe isso de "tem muita mulher" ou "tem muito homem", troque por "tem muitas pessoas" e fim. Ninguém vai ficar de mimimi como vocês tanto pensam. Combinado?
Um beijo.
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